Conselho Superior

A- A A+

O Conselho Superior é o órgão máximo do Conselho das Finanças Públicas, sendo responsável pelo cumprimento da sua missão, pela prossecução das suas atribuições, pela definição do seu plano de atividades e pela aprovação dos regulamentos internos.

O Conselho Superior é um órgão colegial constituído por cinco membros, nomeados pelo Conselho de Ministros sob proposta conjunta do Presidente do Tribunal de Contas e do Governador do Banco de Portugal. Os atuais membros foram nomeados pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 1/2012, de 19 de Janeiro, Resolução do Conselho de Ministros n.º 35/2014, de 18 de novembro, e Resolução do Conselho de Ministros n.º 105/2017, de 19 de julho.

 

Maria Teodora Osório Pereira Cardoso
Presidente

Licenciada em Economia pela Universidade Técnica de Lisboa, no Instituto Superior de Economia (actual ISEG).

Técnica do Banco de Portugal, entre 1973 e 1992, desempenhou funções no Departamento de Estatística e Estudos Económicos. Trabalhou nas áreas de macroeconomia, política monetária e relações com organizações internacionais. Chefiou aquele departamento entre 1985 e 1990. Foi consultora da Administração em 1991 e 1992.

No Banco Português de Investimento, desempenhou as funções de consultora da Administração entre 1992 e 2008. Integrou o Conselho Consultivo do Instituto de Gestão do Crédito Público (IGCP) entre 1996 e 2008. Em 2001, fez parte da Estrutura para a Reforma da Despesa Pública. Entre junho de 2008 e fevereiro de 2012, foi Membro do Conselho de Administração do Banco de Portugal. Presidiu ao Conselho Diretivo da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento.

 

Paul De Grauwe
Vice-Presidente

Paul De Grauwe é atualmente John Paulson Chair in European Political Economy, da London School of Economics. De nacionalidade belga, foi membro do Parlamento do seu país entre 1991 e 2003. Foi membro do Grupo de Análise da Política Económica, órgão de aconselhamento do Presidente Durão Barroso. É investigador do Centre for European Policy Studies em Bruxelas e do Centre for Economic Policy Research em Londres.

As suas áreas de investigação incidem sobre as relações monetárias internacionais, a integração monetária, a teoria e a análise empírica dos mercados cambiais e a macroeconomia em economias abertas.

A sua vastíssima lista de publicações inclui artigos disponíveis nos sites do CEPS, do CEPR e de outros think tanks, além de livros de que se destaca  “The Economics of Monetary Union”, Oxford, “International Money. Post-war Trends and Theories”, Oxford, “The exchange rate in a behavioural finance framework”, Princeton, 2006 e Lectures on Behavioral Macroeconomics, 2012.

 

Miguel St. Aubyn
Vogal Executivo

Miguel St. Aubyn, Professor catedrático do Departamento de Economia, do ISEG – Instituto Superior de Economia e Gestão, da Universidade de Lisboa. Doutorado em Economia pela London Business School, da Universidade de Londres, foi Vice-Presidente do Departamento de Economia do ISEG, de 2005 a 2007, e Membro do Conselho Científico de 2009 a 2013. Coordenou a equipa do ISEG que colaborou com a Direção-Geral do Orçamento, do Ministério das Finanças e da Administração Pública, para a elaboração de um conjunto de questões sobre Economia e Estatística. Coordenou igualmente a equipa do ISEG contratada pelo Centro Jurídico da Presidência do Conselho de Ministros para proceder à avaliação da redução custos na Administração Pública.

Miguel St. Aubyn possui uma vasta lista de publicações em matérias de macroeconomia, tanto no plano teórico como de aplicação à economia portuguesa.

 

George Kopits
Vogal não-Executivo

George Kopits é membro sénior do Woodrow Wilson International Center for Scholars, onde realiza, actualmente, investigação sobre a crise na zona euro. É membro da Comissão para a Reforma do Enquadramento Macro-Fiscal, no Peru, e preside ao grupo de referência da Organização de Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) sobre instituições orçamentais independentes.

Entre 2009 e 2011, foi o primeiro presidente do Conselho Orçamental da Hungria. Entre 2004 e 2009, integrou o Conselho Monetário do banco central deste país. Entre outras funções desempenhadas, destacam-se: Diretor Assistente no Fundo Monetário Internacional (Departamentos de Assuntos Europeus e de Assuntos Orçamentais); economista financeiro no Departamento do Tesouro dos EUA (Office of the Secretary). Para além do seu envolvimento na definição de políticas na Hungria e nos EUA, liderou missões de assistência técnica e foi consultor sobre vários domínios de governos na Europa (Áustria, Bélgica, Portugal, Ucrânia, Rússia, Reino Unido), na América Latina (Argentina, Brasil, Costa Rica, Equador, México, Peru, Venezuela), na Ásia (China, Índia, Indonésia, Israel) e em África (Israel, Madágascar, Nigéria, África do Sul).

G. Kopits teve afiliações académicas nas universidades de  Bocconi e Siena (Itália), Budapeste (Hungria), Cidade do Cabo (África do Sul), Johns Hopkins (EUA), e Viena (Áustria). Atualmente, integra o corpo docente adjunto da Central European University (Budapeste). É autor de mais de 60 publicações. Entre os títulos mais recentes, contam-se: “Can Fiscal Sovereignty be Reconciled with Fiscal Discipline?”, Acta Oeconomica (maio de 2012); “Inflation Targeting under Stress”, Central Banking (novembro de 2008); “Assessing Fiscal Sustainability under Uncertainty”, Journal of Risk (verão de 2004). Tem, neste momento, em mãos a coordenação do livro Restoring Public Debt Sustainability, a publicar pela Oxford University Press. Detém o grau de Doutor em Economia pela Georgetown University (EUA) e é membro da Academia Húngara das Ciências.

 

Carlos José Fonseca Marinheiro
Vogal não-Executivo

É Professor Auxiliar da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra. Detém um Doutoramento em Economia pela Katholieke Universiteit Leuven (Universidade Católica de Lovaina), Bélgica (2003), um MBA pela Katholieke Universiteit Leuven (2000), um Mestrado em Economia Europeia (1996) e uma Licenciatura em Economia, ambos pela Universidade de Coimbra, Portugal. Os seus interesses de investigação têm-se centrado nas áreas da política orçamental e da integração europeia. Títulos recentes incluem: “Fiscal sustainability and the accuracy of macroeconomic forecasts: do supranational forecasts rather than government forecasts make a difference?”, International Journal of Sustainable Economy (2011); “The stability and growth pact, fiscal policy institutions and stabilization in Europe”, International Economics and Economic Policy (2008); “The sustainability of Portuguese fiscal policy from a historical perspective”, Empirica (2006).

A par da sua carreira académica, foi colaborador da Unidade Técnica de Apoio Orçamental da Assembleia da República (UTAO) desde o início do seu funcionamento, tendo exercido a função de coordenador entre março de 2011 e fevereiro de 2012.