CFP atualiza cenários macroeconómico e orçamental até 2022

20 de setembro de 2018

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O Conselho das Finanças Públicas (CFP) publica hoje a segunda edição de 2018 do relatório “Finanças Públicas: Situação e Condicionantes 2018-2022 (Atualização)”, sobre a evolução da economia e das contas públicas neste horizonte temporal, atualizando as projeções avançadas em março.

Neste exercício, o CFP baseia-se na informação disponível no momento, considerando a evolução observada e as medidas de política que foram já adotadas ou que se encontram suficientemente especificadas. O cenário-base apresentado para o quinquénio assenta na hipótese de políticas invariantes.

No que se refere à evolução da economia, as projeções atualizadas mantêm a perspetiva de abrandamento progressivo do ritmo de crescimento da economia portuguesa no médio prazo.

No entanto, espera-se uma mudança na composição do crescimento em 2018, projetando-se uma transição para uma dinâmica de crescimento mais apoiada no consumo, sendo o impacto no PIB desta aceleração neutralizado pelo efeito negativo do abrandamento do investimento e das exportações.

Do lado das finanças públicas, a atual projeção considera um défice para 2018 de 0,5% do PIB, inferior ao estimado em março deste ano (de 0,7%), determinando um ponto de partida mais favorável para os desenvolvimentos orçamentais de médio prazo.

Na sequência desta atualização e na ausência de novas medidas de política, o défice das Administrações Públicas em 2019 situar-se-ia em 0,2% do PIB, em linha com o previsto no PE/2018, o que representaria uma melhoria de cerca de 0,3 p.p. do PIB quando comparado com 2018.

Quanto à dívida pública, o CFP espera uma trajetória descendente do rácio face ao PIB, que deverá passar de 125,7% no final de 2017 para 106,1% do PIB em 2022, uma redução de 19,5 p.p. neste período, depois da estabilização verificada nos últimos cinco anos (variação de -0,5 p.p. do PIB).